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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Greve dos transportes

A adesão dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa à greve decretada para hoje ronda os 100%, disse à agência Lusa Diamantino Lopes, da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Transportes (Fectrans). "Neste momento não estão a circular metros. A adesão ronda os 100%", avalia o sindicalista.

De acordo com Diamantino Lopes, na "central de energia e circulações, que é o coração do Metro, está tudo parado, na circulação de comboios está tudo paralisado, quer as chefias, quer os maquinistas, e no que diz respeito às estações só sabemos de uma trabalhadora que se apresentou para trabalhar".

Para o sindicalista, este é um "sinal" do desagrado dos trabalhadores. "É essa a intenção, é dar um sinal ao Governo e à administração do Metro de qual o sentimento dos trabalhadores", afirma. "Para já estamos satisfeitos, sem dúvida nenhuma", sublinha.

A Lusa contactou também com o Metropolitano de Lisboa, que remeteu declarações para mais tarde.
Metro só retoma às 12h

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa estão em greve desde as 6h30 até às 11h30 de hoje, em protesto contra os cortes salariais impostos pelo Governo. O Metro já fez saber que o serviço só será normalizado a partir das 12h00, acrescentando que "não foi fixada a prestação de serviços mínimos relativamente à circulação de comboios, pelo que não poderá garantir o serviço de transporte entre as 6h30 e as 11h30".

As greves no setor dos transportes continuam na quarta-feira, com as paralisações parciais dos trabalhadores da Transtejo, da Carris e da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP).

Na quinta-feira é a vez de paralisarem as empresas do setor ferroviário (CP, CP Carga, REFER e EMEF) e os CTT também se juntam aos protestos.

Na sexta-feira, as empresas privadas associam-se a semana de luta, nomeadamente a Soflusa, a Rodoviária de Entre Douro e Minho e a Rodoviária da Beira Interior.
Fonte:expresso

LUTA E RESISTE!!!!
ANTIFA

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Manifestação anti-capitalista

Dia de Greve Geral é dia de afinar a voz, aquecer as pernas e seguir até a Lisboa.

Rumo ao Largo de Camões.

Objectivo - manifestação Anti-Capitalismo.

À chegada, já estavam concentrados algumas pessoas, com o tempo foram chegando mais e mais, cerca de 150.

As faixas alusivas ao Anti-Capitalismo, à podridão do sistema, algumas Anti-militaristas. Primeiro colocadas no chão e depois ostentadas com orgulho e muita vontade de as mostrar no decorrer do cortejo.

Saindo do Largo de Camões rumo ao Rossio, sempre com batucada e frases de ordem, o cortejo segue sem incidentes. As frases são variadas mas muito fortes:

AAAA ANTI ANTI-CAPITALISTAS

GREVE GERAL CONTRA O CAPITAL

GREVE GERAL ATÉ AO CARNAVAL

Os transeuntes surpreendidos vão observando e, provavelmente comentado, bem ou mal não interessa, é preciso é causar impacto. Com ímpeto todos os intervenientes gritam a pulmões de forma a que todos os anti-capitalistas ali reunidos fossem sentidos.

Na chegada ao Rossio canta-se o bella ciao, na minha opinião a música ideal para esse momento, porque toda uma luta anti-fascista.

O cortejo continua sempre fazendo-se ouvir pelo Largo do Rossio dando a volta e à nossa passagem, sem razão aparente, o Mc Donald’s resolve baixar as protecções de metal.

Nestas altura seriamos cerca de mil e quinhentos.

Pelas ruas da baixa as instituições bancárias são assobiadas e as palavras de ordem continuam:

AGORA O POVO UNIDO CONTINUA A SER FODIDO

O POVO UNIDO NÃO PRECISA DE PARTIDO

CAPITALISMO HUMANITÁRIO - É A TANGA DO FUNDO MONETÁRIO

A manifestação depois das voltas nas ruas da baixa desemboca no Largo de S. Domingos onde é feito um círculo e continua a música. No meio do círculo surge um camarada que saltando da sua bicicleta nos saúda, sem T-shirt, com uma dança bastante animada.

As faixas estão colocadas para serem vistas. O barulho continua a ser feito.

Mais tarde o Coro da Achada presenteia-nos com várias canções muito apropriadas para o momento. Muito obrigado ao Coro da Achada pelo momento e por todo o empenho mesmo durante o cortejo.

Mais uma vez uma nota negativa à polícia que sempre nos controlou, menos que nos protestos Anti-NATO. Mas, ao sair do Largo S. Domingos passando nos concertos organizados pelo SPGL nem um carro da polícia. Se havia 3 polícias a pé eram muitos.

Eu não tenho medo para precisar de escolta.

A todos os intervenientes PARABÉNS

ANTI-CAPITALISTA

ANTIFA

Sopa em dia de Greve Geral!

Comunicado explicando o porquê de ocupar uma casa e servir sopa num dia de greve geral e em época de crise.
Publicado em http://gaia.org.pt/node/15780

"Cria e semeia, viverás com alegria!"
Provérbio popular.

Por quê neste dia de greve geral

Ao encetarmos esta iniciativa neste dia, pretendemos mostrar-nos solidári@s com toda a gente que luta por uma melhor qualidade de vida. Contudo temos uma proposta que, mais do que o acto de pedir algo a um terceiro, se constitui já como uma satisfação da nossa necessidade. Não pedimos nem ao patrão nem ao governo aquilo de que necessitamos, mas organizamo-nos com os nossos companheiros e as nossas companheiras de forma a sermos senhores e senhoras das nossas vidas.

Propomos a tod@s que se organizem e tomem nas suas mãos, o peso mas também o fruto do trabalho colectivo. Como incentivo poder-se-ão dar exemplos de várias iniciativas de trabalhadores e trabalhadoras que assumiram nas suas mãos a gestão do respectivo trabalho, desde o norte de Portugal até à Argentina.

Por quê sopa

A sopa é desde sempre uma base da alimentação humana, feita a partir de ingredientes simples que podem ser cultivados em qualquer espaço, desde o quintal das traseiras até aos espaços verdes públicos. Como tal é uma solução simples, barata e acessível, para muita gente que começa a sentir dificuldade até para se alimentar.

No nosso caso iremos oferecer sopa a qualquer pessoa que a deseje e que apareça neste espaço que agora se recupera, numa perspectiva de partilha humana de recursos, solidariedade e construção comunitária de alternativas, seja económica seja social.

Por quê ocupar

Em Portugal existem mais de 300.000 fogos vazios. Lisboa tem 4.600 fogos vazios considerados devolutos e que, se estivessem ocupados, dariam para acolher mais de 25 mil pessoas, muitos dos quais pertencem à Câmara Municipal de Lisboa ou à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Ao mesmo tempo que passamos por estes fogos nas ruas, encontramos milhares de pessoas com dificuldades em juntar o dinheiro necessário para comer satisfatoriamente, cruzamo-nos com um número crescente de pessoas sem-abrigo e tomamos conhecimento de pessoas, colectivos ou associações que desejam realizar trabalho ou iniciativas sociais, culturais ou ecológicas sem que tenham um espaço para isso.

A habitação existe para satisfazer a necessidade humana de abrigo. É um local
privilegiado para nos reunirmos durante as refeições, repousarmos, convivermos, debatermos e aprendermos em conjunto. A existência simultânea de milhares de fogos devolutos e de pessoas com vontade de realizar iniciativas com interesse para a comunidade sem que encontrem um espaço para tal, revela que a habitação não está a desempenhar o papel social que lhe cabe.

Sendo esta uma situação que se arrasta há largos anos, chegou o momento de alterar esta situação. Ocupamos um edifício da CML para recriar nele valor social, oferecendo sopa quente neste dia de greve fria.

Autogestão Já!

Colectivo Matéria Bruta

Palavras para quê?
Com iniciativas destas resistimos e um dia vencerá a justiça e a igualdade social!
ANTIFA

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Manifestação anti-capitalista



Colectivo Matéria Bruta* convida à participação:

Manifestação anti-capitalista
Pelo bloqueio e pela sabotagem: A greve não pára aqui

Sábado 24 novembro – 15h – à Praça Camões > Largo de S. Domingos

No dia em que há um apelo à greve geral, convocada pelas centrais sindicais portuguesas, um grupo de colectivos e de pessoas singulares, solidariza-se com a greve. Sim, solidarizamo-nos com esta greve, mas não vibramos de falsa consciência e entusiasmo!

Não queremos continuar entorpecidos por uma vida de trabalho e de rotina, nem continuar a ouvir a mesma lenga-lenga de sempre, de que nos é bastante necessário ganhar a vida. Pretendemos um outro caminho de luta, a adoptar por qualquer um/a que nele se reveja, pois pensamos que se confunde a impossibilidade de dar uma grande solução para o mundo com a aceitação das coisas tal qual elas se apresentam.

A democracia capitalista actual rege a vida da maior parte da população mundial, sendo esta pouco ou nada ouvida sobre as políticas que a governam e assumindo-se, na prática, como um mero instrumento de produção nas mãos de quem detém o título de patrão ou governante.

Contra este estado de coisas construir alternativas é a expressão maior da resistência e é com essa ideia que o colectivo Matéria Bruta apela à auto-organização de todos, propondo que se assuma assembleariamente, com uma perspectiva de partilha e solidariedade, a resolução dos problemas e dos desafios que se colocam nas nossas vidas.

No dia 24 de Novembro apelamos à participação de tod@s na Manifestação Anti-Capitalista, ao Largo Camões. Ao mesmo tempo que apelamos a que a greve não páre aqui, que continuemos a construir nas nossas vidas modelos que estimulam a justiça social e ecológica, geridos de forma horizontal e não-hierárquica. Damos o pontapé de saída e realizamos uma iniciativa que coloca em prática, já neste momento, aquilo que preconizamos para as nossas vidas.

Queremos juntar pessoas, reavivar espaços e fazer deles um ponto de encontro privilegiado para viver em auto-gestão. Não pedimos nem ao patrão, nem ao sindicato, nem ao governo, aquilo de que necessitamos, mas organizamo-nos com @s noss@s companheir@s, de forma a sermos senhor@s das nossas vidas, partilhando em comum os frutos da nossa construção.

Esta manifestação é convocada por diversos colectivos e está aberta à participação e convocação de todos os anticapitalistas e antiautoritários.


Deixo ainda aqui o link para um excelente texto divulgado pelo indymedia:

http://pt.indymedia.org/conteudo/agenda/2787

ANTIFA
ANTI-CAPITALISTA!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

No Caminho para a Greve Geral :: Concentração/Festa :: 16h30


No caminho para a Greve Geral é uma festa e uma concentração de apelo à participação de tod@s na paralisação de dia 24 de Novembro.

Teremos música, protesto, bancas de várias associações/movimentos e mic aberto!

No caminho para a Greve Geral multiplicam-se as iniciativas de apelo à Greve, como a Manifestação Nacional da Frente Comum em Lisboa, também no dia 6 de Novembro, com a qual estamos solidári@s. Porque sempre estivemos inequivocamente com a mobilização dos trabalhadores para a Greve Geral , porque deste o primeiro momento a divulgámos (ver cartaz aqui) e porque queremos uma Festa/Concentração onde todos possam participar, alterámos a hora deste evento para as 16h30.
Tod@s à Greve!

Crescem portanto as iniciativas a caminho da Greve Geral. O tempo é pouco, mas todas acrescentam para essa mobilização decisiva no próximo dia 24, na qual o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras enfrentam a austeridade e exigem um futuro.


http://www.precariosinflexiveis.org/2010/11/no-caminho-para-greve-geral_04.html