quinta-feira, 7 de abril de 2011
Um ano de FMI na Grécia
Salários
Congelamento de todos os salários do sector público até 2014.
Eliminação dos subsídios de férias e de Natal para todos os trabalhadores da função pública que ganhem mais de 3000 euros por mês brutos.
No caso dos trabalhadores da função pública que ganhem menos de 3000 euros por mês brutos os subsídios são limitados a 250 euros na Páscoa, 250 euros no Verão e 500 euros no Natal.
Redução dos subsídios no sector público entre 8 e 20 por cento e de 3 por cento nas empresas públicas.
No sector privado não houve aumentos salariais em 2010 e prevêem-se aumentos entre 1,5 e 1,7 por cento em 2011 e 2012 – contra uma inflação actual de 5,5 por cento.
Emprego/desemprego
Garantia de muito maior flexibilidade aos empresários para fazerem despedimentos: sem limites em empresas até 20 trabalhadores; seis despedimentos por mês em empresas entre 20 e 150 trabalhadores; cinco por cento dos efectivos ou 30 trabalhadores por mês em empresas com mais de 150 trabalhadores.
Redução das indemnizações por despedimentos.
Trabalhadores com menos de 21 anos podem ser contratados durante um ano por 80 por cento do salário mínimo com pagamento da segurança social também de 80 por cento.
Trabalhadores com idades entre os 15 e os 18 anos podem ser contratados por 70 por cento do salário mínimo.
Trabalhadores com menos de 25 anos que trabalhem pela primeira vez podem receber abaixo do salário mínimo.
Os trabalhadores considerados redundantes pelos empresários não podem contestar os despedimentos.
Aumento de três por cento das contribuições para a segurança social tanto de trabalhadores como de empregadores.
Pensões/Reformas
Congelamento de todas as pensões até 2013.
Eliminação dos subsídios de férias e Natal para os pensionistas com mais de 2500 euros por mês brutos.
Pensionistas abaixo dessa verba mensal bruta receberão 200 euros na Páscoa, 200 no Verão e 400 no Natal.
Eliminação dos subsídios de férias e de Natal a todos os pensionistas com menos de 60 anos, a não ser que tenham dependentes a cargo.
Aumento da idade de reforma nos sectores público e privado para 65 anos.
A idade de reforma passa a ser ajustada em função das estatísticas sobre a esperança média de vida a partir de 2020.
O cálculo das pensões vai ter em conta toda a carreira contributiva e não apenas os últimos anos, normalmente os de maiores rendimentos.
As pensões a pagar não podem ser superiores a 65 por cento do salário auferido durante o período activo. No regime anterior podiam chegar a 96 por cento.
A partir de 2015 não poderá haver reformas abaixo dos 60 anos, nem mesmo com penalizações.
A idade de reforma nas profissões de desgaste rápido sobre de 55 para 58 anos.
Os pensionistas com mais de 1400 euros mensais brutos são obrigados a descontar para um fundo de solidariedade social: três por cento até 1700; cinco por cento até 2300; sete por cento até 2900; nove por cento até 3500; 10 por cento acima de 3500 euros.
Aumento das idades de reforma para as mães trabalhadores. De 50 para 65 anos, de forma faseada até 2015, tanto nos sectores público como privado. No caso de mães com três filhos, de 50 para 60 anos até 2013
Retenção durante os primeiros três anos da transferência da pensão de viuvez.
Os ex-trabalhadores da função pública com menos de 55 anos que sejam detectados a trabalhar perdem a pensão; ou sofrem cortes de 70 por cento se tiverem mais de 55 anos.
Os fundos dos trabalhadores por conta de outrem, agricultores, empresários em nome individual e trabalhadores do sector público (equivalente à ADSE) serão integrados na segurança social até 2013.
Revisão completa das condições para militares e membros das forças de segurança, com aumento das idades de reforma e eliminação de bónus especiais
Redução do número de fundos para profissões liberais.
Impostos
Aumentos do IVA em 10 por cento por escalão, até 23 por cento
Imposto adicional de 10 por cento sobre tabaco, bebidas alcoólicas e combustíveis.
Impostos entre 10 e 40 por cento sobre automóveis de luxo, novos ou usados.
Imposto de 20 por cento sobre a publicidade na TV a partir de 2013.
Estabelecimento de um imposto especial de um por cento a quem tenha um rendimento anual mínimo de 100 mil euros
domingo, 23 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Confrontos em frente ao Parlamento Grego
O dia de greve geral na Grécia contra o plano do FMI e do governo fica marcado pela forte adesão e pelos confrontos. Na capital, os protestos juntaram 100 mil pessoas, com vários grupos a enfrentarem a polícia junto ao parlamento e em muitos outros pontos da cidade.
Ao fim da manhã de quarta-feira, foi divulgada a notícia da morte de três pessoas durante um incêndio num banco no centro de Atenas. Apesar do responsável pela polícia não ter apontado as causas, a imprensa internacional afirma que o incêndio ocorreu após um ataque com cocktails molotov lançados para o interior do edifício.
Logo pela manhã, cerca de 100 mil pessoas manifestaram-se em vários pontos da capital grega em protesto contra as medidas de austeridade negociadas pelo governo, FMI e Banco Central Europeu. O centro de Atenas converteu-se no palco de confrontos com a polícia, lançamento de cocktails molotov, muitas montras partidas e graffitis apelando à resistência contra as medidas do governo de Giorgos Papandreou.
O protesto alastrou a outras cidades, como Salónica, onde se manifestaram 20 mil pessoas e se registaram igualmente confrontos com a polícia grega.
A greve está a ter uma grande adesão, com a paragem dos transportes aéreos, marítimos e ferroviários, bem como da maioria das escolas e serviços públicos. Também a imprensa aderiu a esta greve geral, interrompendo os serviços noticiosos de rádio e TV. Em Atenas, os transportes públicos funcionaram com horário reduzido, de modo a permitir a chegada dos manifestantes aos locais dos protestos convocados pelas centrais sindicais no centro da cidade.
"Este comício teve o dobro das pessoas do maior comício alguma vez realizado na Grécia", disse Spyros Papaspyros, do sindicato da função pública ADEDY. "Amanhã à tarde vamos protestar em frente ao Parlamento e se o governo não nos ouvir, pode contar com mais acções de luta na próxima semana", acrescentou o sindicalista citado pelo Wall Street Journal.
O plano do FMI para financiar a economia grega, avaliado em 110 mil milhões de euros, prevê medidas de corte na despesa pública grega no valor de 30 mil milhões, atingindo fortemente os salários e as pensões, a subida imediata do IVA para 23% e a liberalização das leis laborais. O parlamento vai votar esta quinta-feira o pacote de austeridade do governo socialista.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Anarquistas Gregos ocupam TV em Creta
Para hoje estão convocadas manifestações para 10 cidades!
Tudo isto são acções em solidariedade com os detidos dos últimos dias.
Fonte: http://contraocapital.blogspot.com/
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Evento fascista anti-imigração bloqueado por uma contra-manifestação em Atenas
A manifestação racista contra a imigração diz-se ter sido convocada por uma mescla de grupos e partidos, como o jornal Stohos ou grupos ultra-ortodoxos cristãos.
(...)
Numa clara resposta ao slogan principal dos fascistas "Não te tornas num Grego - nasces Grego", a faixa principal desta contra-manifestação dizia: "Não nasces otário (malakas), tornas-te num otário".
Para lerem a noticia inteira vão a: http://redelibertaria.blogspot.com/2010/02/evento-fascista-anti-imigracao.html
ANTIFASCISTAS GREGOS UM EXEMPLO PARA O MUNDO!!!
ANTIFA SEMPRE!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Manifestação fascista na Grécia foi um fracasso!
Os fascistas concentraram-se noutra praça e eram cerca de 50 pessoas... Havia la bastante polícia que os escoltou durante os poucos metros que durou a marcha.
Entretanto alguns fascistas passaram de carro e mota perto de Prolyea, onde eram parados e atacados pelos inúmeros antifascistas ali concentrados. Facto que levou a polícia a atacar a zona.





Fonte:www.Contraocapital.blogspot.com
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Governo grego anuncia: “Haverá sangue”
As declarações do ministro constituem a resposta quer a uma série de iniciativas por parte de partidos de esquerda – que se basearam na metodologia utilizada por grupos anarquistas e autónomos –, quer à greve geral de 17 de Dezembro último. Desde que tomou posse, o governo PASOK tem enveredado por várias tentativas de criminalização e repressão dos protestos sociais. Este processo atingiu um ponto quase culminar no aniversário da morte de Alexandros Grigoropolous, altura em que várias manifestações foram proibidas e reprimidas, sítios de internet sofreram ataques informáticos e as forças policiais se coligaram com militantes neo-nazis.
Tanto as confissões de Lomberdos, como a própria política de segurança desenvolvida pelas autoridades gregas parecem confirmar a máxima evocada pelo jornalista e militante neoliberal Thomas Friedman: “a mão invisível do mercado nunca funcionará sem um punho invisível”.
Fonte:http://pt.indymedia.org/
sábado, 12 de dezembro de 2009
Comunicado de Anarquistas de Atenas
Os últimos dias têm sido visto incríveis orgias da Junta militar na Grécia.
Exemplos:
1) Os policiais com armas de fogo nas manifestações;
2) Policiais em motocicletas fazendo incursões contra manifestantes;
3) Policiais seguindo manifestantes pacíficos nas ruas, detenções indiscriminadas e selvagens;
4) Encenações preparadas, como a suposta tentativa de assassinato contra o reitor do Pritanea;
5) Um grande número de acusações vagas e até mesmo criminosas para deter as pessoas jovens e adultas;
6) Fechamento de escolas sob o pretexto da gripe suína e espancamentos na surdina de estudantes que queriam chegar às suas escolas;
7) Secretas encapuzados seqüestrando jovens manifestantes;
8) Maior nível de colaboração entre os neo-nazistas da Golden Dawn e a polícia;
9) Reuniões secretas entre Chrysohoides [ministro para a "proteção dos cidadãos"] e os diretores de canais de televisão e jornalistas para decidir como apresentar a informação na TV;
10) Câmeras secretas escondidas e helicópteros sobrevoando constantemente;
11) Tolerância zero, uma laranja amarga, ou uma pedra arremesada em um banco tornou-se um crime grave e um pretexto para um ataque da polícia;
12) Proibição de manifestações e reuniões políticas nas áreas de maior movimento, com intimidação policial massiva e revoltantes filas de averiguação;
13) Ataques hackers contra o Indymedia, páginas de okupas e TVXS (TV Sem Fronteiras), eliminando comentários;
14) Invasão e detenção preventiva em muitos espaços autogeridos;
15) De um modo orwelliano, os anarquistas e os rebeldes são chamados de “fascistas e nazistas!”;
16) Eliminação do direito de asilo acadêmica, como uma Junta militar.
E muito mais!
Algumas dessas coisas aconteceram de forma isolada, e algumas ocorreram apenas durante a Junta Militar dos Coronéis (1967-1974), enquanto que outras nunca tinham acontecido antes, só agora. Nunca tinha passado todas juntas em tão curto espaço de tempo!
Parece que o choque que aconteceu aqui, e que eles escondem, tal como o indomável dezembro, tem o poder de ativar um plano de emergência, um novo “molde de gesso” [repetindo o pronunciamento da Junta em 1967].
Esses momentos são mais do que histórico. Estamos assistindo, pela primeira vez desde 1967, uma tentativa de impor um golpe de estado da polícia fascista. Se numa “democracia parlamentar” são capazes de cometer tais crimes, essa Junta é um pouco diferente, e nós todos temos que começar a entender. Os lemas anarquistas nas ruas estão começando a dizer sem rodeios: “Abaixo a Junta.”
Há cumplicidade dos procuradores, dos reitores, das classes mais altas, da mídia burguesa e da polícia, e ainda não sabemos que outras forças locais e estrangeiras foram recrutadas. Ouvimos falar de pessoas desaparecidas. O clima é tão duro como durante a Junta.
Este não é o momento de ficar calado! Essa não é hora de relaxar!
Todos nas ruas – Sentadas em todas as partes!
Por favor, ajude a derrubar a Junta militar grega!
O regime está pelas vias de 1967!
Despertemos!
Retirado de http://agitacao.wordpress.com/