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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Reformas: Escândalo na Europa


Simplesmente, escandaloso,

Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês.

Sim, leu correctamente!

Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ..) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar.

Porquê e quem paga isto?

Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro.

A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!"

Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus. É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ....

Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ... Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.

Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 € / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos)..


O seu colega, Peter Hustinx acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de € 9 000 de pensão por mês.

É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco.

Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:

1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá € 12 500 por mês de pensão.

2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, € 12 900 por mês.

3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 € / mês.

Consulte a lista em:

http://www.kdo-mailing.com/redirect.asp?numlien=1276&numnews=1356&numabonne=62286


Para eles, é o jackpot. No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o
máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar ... Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos.

Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos... De quem estamos falando?

Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.

Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte ...

Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc. Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que se está a delirar!

Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto « verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas », beneficiam do sistema e não pagam as quotas.

E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota?

Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação!

O objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia. Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão.

Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à nossa custa e com total impunidade, essas pensões. Nós temos que
levá-los a colocar os pés na terra.

«Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por "A + B" a dimensão do escândalo. Já foi aproveitado pelos media.

http://www.lepoint.fr/actualites-economie/2009-05-19/revelations-les-retraites-en-or-des-hauts-fonctionnaires-europeens/916/0/344867


Quantos mais souberem deste descaramento de ..... melhor!!!...


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Suiços banem minaretes das mesquitas do país

57,5% dos eleitores votaram a favor da proibição de construir minaretes nas mesquitas islâmicas da confederação helvética. Isto apesar de, num total de 150 edifícios, apenas quatro terem minaretes. Parceiro do Governo, Verdes e Amnistia Internacional criticam resultado do referendo, convocado pelo Partido Popular Suíço, formação de direita, maioritária no Parlamento

Os muçulmanos suíços estão proibidos de construir minaretes nas suas mesquitas, depois de a maioria dos eleitores helvéticos terem aprovado no referendo de ontem a interdição daquele símbolo islâmico.

A decisão, surpreendente tendo em conta os resultados previstos pelas sondagens, não abrange, no entanto, os quatro minaretes que existem actualmente na Suíça, em Zurique, Olten, Genebra e Winterthur.

57,5% dos eleitores suíços, 1,53 milhões de pessoas, aprovaram a proibição da construção de minaretes no país, numa consulta popular promovida pelo Partido Popular Suíço. A formação da direita conservadora que domina o Parlamen- to teve, para isso, que conse- guir reunir cem mil assinaturas.

Apesar de criticar a iniciativa, o Governo federal indicou, num comunicado de imprensa, "que respeita esta decisão e, em consequência disso, a construção de minaretes deixa de ser permitida na Suíça".

Nenhum dos quatro minaretes já existentes é usado para chamar os fiéis para as orações do dia, até porque isso já era proibido por lei. Mas nem isso fez recuar os conservadores, que apelidam os minaretes de "símbolo político-religioso".

Eveline Widmer-Schlumpf, ministra da Justiça suíça, considerou que o resultado do referendo de ontem reflecte um certo receio em relação ao fundamentalismo islâmico.

"Essas preocupações têm que ser levadas em conta. O Governo considera, porém, que banir a construção de novos minaretes não é um meio fiável para contrariar o extremismo", disse a governante, citada pela BBC, tentando tranquilizar a comunidade muçulmana.

A Suíça conta com quase meio milhão de seguidores da religião islâmica, na maioria oriundos de países dos Balcãs, da Turquia e do Norte de África.

A Amnistia Internacional suíça declarou-se consternada com a interdição dos minaretes. "A proibição total de construir minaretes representa uma violação da liberdade de religião, incompatível com as convenções assinadas pelo país", alertou Daniel Bolomey, secretário--geral da organização.

"Os defensores da iniciativa conseguiram explorar os medos em relação ao islão e trazer à superfície sentimentos xenófobos, isso é lamentável", acrescentou, numa altura em que os Verdes já anunciaram a intenção de recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. E várias centenas de pessoas protestaram contra a decisão em várias partes da Suíça.

No referendo apenas quatro dos 26 cantões votaram contra a proibição: Basileia-Cidade, Genebra, Vaud e Neuchâtel. Este é mais um episódio de tensão com minorias muçulmanos, a acrescentar às polémicas já existentes em países europeus como por exemplo França, Reino Unido, Holanda, Espanha, Itália, Alemanha, Dinamarca.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tratado de Lisboa

E já está! Já está oficialmente ratificado por todos os membros da União Europeia, o famoso Tratado de Lisboa, sim aquele que disseram que iriamos ter direito a saber e a referendar. Visto que os nossos governantes nos negaram essa oportunidade fica aqui uma breve explicação (muito breve mesmo) do que é o Tratado de Lisboa.

O que é o Tratado de Lisboa?

É um documento assinado em Dezembro de 2007 pelos 27 estados-membros da União Europeia (UE), depois de seis anos de debates. É o mais recente de uma série de tratados que actualizam e consolidam a base jurídica do bloco.

1. Por que a Europa precisa de um novo tratado?
Actualmente, a Comunidade Europeia e a União Europeia possuem estatutos diferentes e não funcionam de acordo com as mesmas regras de decisão. O Tratado de Lisboa pretende fornecer ao bloco uma personalidade jurídica única, além de modernizar e reformar seu modo de funcionamento, cujas regras em vigor foram concebidas quando a UE tinha apenas 15 países-membros (hoje são 27).

2. Quais os principais objectivos do tratado?
Em linhas gerais, o Tratado de Lisboa pretende aumentar a coesão do bloco europeu, tornando-o mais democrático, eficiente e transparente. Para isso, são levados em conta novos desafios globais como segurança energética, sustentabilidade e alterações climáticas, entre outros temas.

3. Quais as principais modificações implementadas?
• Criação do cargo de presidente europeu;
• Criação do cargo de alto-representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, que desempenhará também a função de vice-presidente da Comissão Europeia;
• Aumento dos poderes dos parlamentos nacionais;
• Aumento da capacidade de intervenção dos cidadãos;
• Simplificação do processo de decisão a nível europeu;
• Reforço do papel da UE na busca pela sustentabilidade e no combate às alterações climáticas;
• Protecção dos direitos de cidadão, através da Carta dos Direitos Fundamentais.

4. Quem irá eleger o presidente europeu?
O presidente europeu será eleito pelos membros do Conselho Europeu, por um período máximo de cinco anos.

5. Como aumentará a participação dos cidadãos nas decisões legislativas da UE?
Os cidadãos poderão se dirigir directamente à Comissão Europeia através da apresentação de petições com no mínimo 1 milhão de assinaturas (numa população de 500 milhões de habitantes da UE)

6. Como será a participação dos parlamentos nacionais?
Todas as propostas legislativas da UE deverão ser transmitidas aos parlamentos nacionais, que terão oito semanas para defender a sua posição. Se um número suficiente de parlamentos nacionais apresentar objecções, a proposta pode ser alterada ou retirada.

7. Como serão adoptadas as decisões do Conselho?
Elas irão se basear no sistema de votação por maioria qualificada, ou seja, precisarão ser aprovadas por 55% dos estados-membros, representando pelo menos 65% da população europeia. Para que um pequeno número de países mais populosos não impeça a adopção de uma decisão, serão necessárias pelo menos quatro nações para formar uma minoria de bloqueio. As questões tributárias, de defesa, política externa e segurança social continuarão a exigir aprovação unânime dos 27 estados-membros.

8.
Como fica a questão da segurança?
As forças militares continuam a depender dos estados-membros, mas o tratado autoriza os países a disponibilizar recursos civis e militares com vista à realização de operações de segurança e defesa comuns. Qualquer país do bloco poderá se opor a essas operações e a participação nesse tipo de intervenções será sempre numa base voluntária.

Pois bem, após este pequeno esclarecimento, afirmo desde já que sou manifestamente contra este tratado, na justa medida em que ele não traz nada de positivo para os pequenos países no seio da União Europeia.Há perdas significativas, quer ao nível das decisões da União Europeia quer na perda do comissário português, quer ainda no número de deputados portugueses ao Parlamento Europeu (bem há pelo menos um partido de extrema-direita cujo nome começa por P têm um N no meio e acaba em R, que está feliz com isto, já que queriam sair da comunidade europeia). Ao nível das decisões, e falando de uma forma simples para que seja melhor entendido, Portugal deixa de ter a possibilidade de se opor a algumas decisões, pois deixa de existir o direito de veto, ou seja, aquilo que diferenciava o peso de Portugal nas votações que nos fossem prejudiciais, como no caso da agricultura e das pescas, deixa de existir. Logo, é uma perda significativa para Portugal e para os portugueses.Querem, no entanto, fazer-nos crer que não existem perdas, na medida em que outros mecanismos são criados para compensar alguma falha no sistema, mas a realidade não é essa. A realidade é que os pequenos países têm que se submeter às ‘ordens’ dos grandes países, para quem as políticas estão feitas. Dirão alguns, sobretudo aqueles que são fervorosos adeptos deste tratado, que estarei a ‘minar’ propositadamente alguns elementos que consideram fundamentais para o equilíbrio da Europa (leia-se União Europeia) e para não travar o andamento da Europa que querem criar.Mas que Europa? Qual Europa? A Europa dos quase 20 milhões de desempregados ou a Europa do social? A Europa dos países poderosos ou a Europa do equilíbrio entre as nações mais pequenas e maiores? A Europa do desenvolvimento a duas velocidades ou a Europa do desenvolvimento equilibrado? A Europa do Pacto de Estabilidade e Crescimento que estrangula as pequenas economias, como a portuguesa, ou a Europa dos grandes países a quem tudo é permitido? Estas interrogações são apenas algumas daquelas que me preocupam, mas são igualmente aquelas que, de uma forma geral, preocuparam certamente os eleitores irlandeses. Depois do referendo na Irlanda, porque como imperativo constitucional a isso foram obrigados, ouvimos os maiores disparates ditos por governantes e dirigentes partidários, que não tiveram (e não têm) em conta a vontade dos povos (que deveria ser soberana). Durão Barroso afirmou tanto em Bruxelas, no decurso do Conselho Europeu, que a vontade do povo da Irlanda não se pode sobrepor à vontade de vários países que já aprovaram o tratado, como em Lisboa afirmou o mesmo e acrescentou que teria que ser encontrada uma solução para não se frustrar a Europa e não colapsar o tratado de Lisboa.Qual solução? Impor referendos até o povo farto, dizer que sim? Ou, em alternativa, alterar a Constituição, para que não seja necessário o referendo? Que estranho conceito de democracia. Sócrates também afirmou o mesmo, com alguns matizes diferenciadores, mas que não alteram nada. Mas acrescente-se que Sócrates afirmou na Assembleia da República que a importância deste tratado é boa para a sua carreira política. Isto diz tudo.É evidente que procurou depois amenizar o impacto desta sua declaração, mas no essencial fica a ideia de que em primeiro lugar está a sua carreira política e depois os interesses de Portugal e dos portugueses. Mas existem igualmente outros factos que direi que são interessantes para se ver da grande hipocrisia que rodeou todo este processo. Como sabem, este tratado que tem o nome de Lisboa é uma cópia rebuscada do chamado tratado Constitucional feito nos gabinetes e liderado por um dirigente francês que nem sequer foi eleito para o Parlamento Europeu.Até Bagão Felix, ex-ministro de Durão Barroso, reconhece esta peça “mal armada” feita à revelia dos eleitores, e não explicada nem entendida e muito menos votada, pelo povo.Direi eu: este tratado é um “nado morto”, que querem ressuscitar, procurando criar uma incubadora que o consiga, nem que se tenha de obrigar o povo a engolir a seco. É “gato escondido com o rabo de fora”, como diz o povo.Para que sejam conseguidos os seus objectivos, a União Europeia e Durão Barroso não vêem qualquer obstáculo em que os povo irlandês vote, enquanto que os outros povos não têm esse direito. Durão Barroso afirmou que não percebe qual a diferença e a legitimidade entre o referendo e a aprovação pelos parlamentos. Há diferenças senhor doutor José Manuel Barroso. E a diferença principal é que, como no caso português, o eleitorado votou num partido, neste caso o Partido Socialista, que se comprometeu em referendar o tratado mas que depois fez o contrário. Podemos perguntar, com que legitimidade?

Conclusão
Este tratado, é mais uma algema social, presa no pulso do povo que mereçe ser tratado com respeito e que mais uma vez é empurrado para trás pelo fascismo latente de meia dúzia de 'cães grandes capitalistas'

Que ardam as bandeiras, que se fodam as fronteiras!

ANTIFA!