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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Fascismo Cristão


A não perder, este ensaio jornalístico de Chis Edges, sobre um dos grandes perigos dos nossos tempos, nem sempre valorizado fora dos EUA. Trata-se do crescimento e da consolidação da chamada direita religiosa americana, que tem contaminado de forma avassaladora o tecido social do país e os seus centros de decisão. O movimento criacionista (cada vez mais influente), Sara Palin, a Fox News, as poderosas alianças cristãs conservadoras (sobretudo evangélicas), o movimento Tea Party, são algumas das peças-chave deste fenómeno que corrói a América, onde os liberais democratas moderados parecem ter perdido o fôlego depois da eleição de Obama; e onde os republicanos sensatos (que os há) parecem ter perdido o pio. Ao pé desta gente, George Bush Jr. é um génio intelectual. E a América nas mãos desta gente é, efectivamente, um assunto muito, mas muito, preocupante. Ler aqui:

http://www.truthdig.com/report/item/the_christian_fascists_are_growing_stronger_20100607/?ln

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Intervenção de Ricardo Araújo Pereira

(excerto publicado na «Visão», a 24 de Abril de 2008)

Eu não gosto de militares. Não gosto da ética militar, nem da brutalidade, nem daquele fanatismo patriótico que é, com muita frequência, trágico.

E também não gosto do povo. Não gosto da irresponsabilidade da multidão, nem daqueles que parecem ser os dois principais factores de interesse da massa popular: aglomerar-se em torno de acidentes rodoviários e insultar as camionetas que levam os arguidos para o tribunal. Tinha um amigo da UDP (notem que é possível fazer amizade com gente da UDP) que gritava com gosto a palavra de ordem do partido: "UDP, sempre ao lado do povo!" E depois acrescentava, mais baixinho: "Mas nunca no meio dele." O escritor Mário de Carvalho costuma advertir para a necessidade de distinguir o povo do populacho, porque o primeiro é um conceito nobre e até mítico, e o segundo é uma massa infame. O problema é que é difícil encontrar o povo, mas é muito fácil dar de caras com o populacho.

E, no entanto, foram os militares e o povo que fizeram o 25 de Abril. Às vezes dá-se o caso de um casal muito feio ter um filho muito bonito. Parece-me que foi o que aconteceu, embora nem toda a gente esteja convencida da beleza da criança. Para mim, o mais divertido nas comemorações do 25 de Abril têm sido as tentativas para tornar a data "mais consensual". O Dia da Liberdade não reúne consenso, o que me deixa verdadeiramente surpreendido. Percebo que a liberdade não seja consensual, mas do meu ponto de vista ninguém teve razões de queixa: para quem aprecia a liberdade, o 25 de Abril foi agradável; para os que não gostam, foi uma oportunidade para fazerem aquela viagem ao Brasil que tinham andado tanto tempo a adiar. Sempre pensei que a data agradasse a todos.

Na verdade, porém, o 25 de Abril parece agradar a cada vez menos gente. Há autores para quem o Salazarismo não foi um fascismo, e outros para quem o 25 de Abril não foi exactamente uma revolução. O que faz com que, aparentemente, na frase "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais", não haja nada que se aproveite. Nem o 25 de Abril foi 25 de Abril, nem o fascismo foi fascismo.

E por isso, amanhã, numa data que, pelos vistos, não chegou a ocorrer, comemora-se a nossa libertação de um opressor que, ao que me dizem agora, nunca existiu. Até parece mais bonito assim, não parece? Parece. Resumindo e concluindo: 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais.
Fonte:www.emabrilesperancasmil.blogspot.com/

sexta-feira, 26 de março de 2010

sábado, 7 de novembro de 2009

Eles tentam mas...NÃO PASSARÃO!!!

A 28 de Outubro de 1989 a morte saiu à rua. José Carvalho, dirigente do Partido Socialista Revolucionário, foi assassinado por um bando de skinheads neo-nazis. Passados 20 anos, fica a homenagem ao militante de tantas causas: dos direitos dos soldados, no movimento "Soldados Unidos Vencerão", dos direitos dos/as trabalhadores/as, na Comissão de Trabalhadores da fábrica Messa, do anti-militarismo no movimento "Tropa Não" e de muitas outras.
Passados 20 anos, fica a mesma recusa do legado de violência dos movimentos neo-nazis em Portugal como no mundo. Afinal, nas várias formas de fascismo ressoa sempre como lema profundo o "viva a morte" dos franquistas. Mesmo quando se quer esconder esta essência por razões tácticas: apesar de uma nova geração da extrema-direita aparentar ser diferente, de alguns terem trocado o visual das carecas pelo fato e gravata, continua a matriz de ódio, intolerância e violência que é a sua razão de ser. O suposto nacionalismo que lhes enche a boca não é bastante para conseguir esconder a sua raiva pela diferença e pelo outro.
Passados 20 anos, é preciso também não nos reduzirmos ao optimismo histórico simplista que diz de cada vez que isso é coisa do passado. Hoje, aí estão traços da extrema-direita em tantos discursos respeitáveis. Hoje, aí estão movimentos fascistas ou pós-fascistas em governos também eles respeitáveis da Europa "civilizada". Hoje, aí estão os mesmos ingredientes de sempre que alimentam a intolerância: a crise económica e a pobreza, a exclusão e as violências urbanas, o discurso fácil dos bodes expiatórios e o racismo latente. Por isso, contra o "viva a morte" explícito ou escondido mas com o rabo de fora destes movimentos é preciso repetir, ontem, hoje e sempre, não passarão!

Carlos Carujo

Este texto de Carlos Carujo, é bastante conciso nas suas ideias e todos deveriam lê-lo e reflectir sobre ele. O fascismo hoje em dia pode não estar tão visível como esteve em tempos, mas ele está cá, e evoluiu. Evoluiu para manifestações "camufladas" contra a violência, evoluiu na transmissão de ideias e acções com a Internet, evoluiu na recruta de novos membros com lavagens cerebrais feitas a putos que vão todos os domingos ver o seu clube de futebol e acabam por integrar estes movimentos seguindo pessoas que consideram como "exemplo", evoluiu para marionetas estatais que em vez de assegurarem a ordem pública causam discriminação e repressão (lá estou eu com a mania da perseguição dizem vocês, experimentem ser pretos ou de leste e ir parar a uma esquadra pelo mesmo crime que um branco e assinalem as diferenças de tratamento) e acima de tudo em Portugal o fascismo evoluiu para um partido politico que surge como a cara dos reaccionários, dos fascistas, dos homofóbicos,dos racistas.......e isto tudo surge como se o 25 de Abril nunca tivesse existido ou o regime Salazarista fosse uma história de crianças, porque parece que estes portugueses têm memória curta. O combate ao fascismo depende de nós, e não é apenas através da luta armada que o combates e és um revolucionário, se transmitires a tua mensagem a alguém és revolucionário, se mostrares o valor da liberdade és revolucionário, se te arrepiar uma música do ZECA AFONSO és revolucionário! O grande revolucionário "Che", deu a vida por estes ideais de liberdade e de internacionalismo e nós antifascistas estamos cá para que a sua mensagem não caia no esquecimento, por isso amigos e camaradas, QUE CAIA O FASCISMO E QUE NOVOS GUEVARAS SE LEVANTEM!!!

ANTIFA SEMPRE!!
NO PASARÁN!