terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Boa montagem




Fonte: wehavekaosinthegarden.blogspot.com

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

A revolta do presidente da AMI

O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou hoje a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou "completamente intolerável" que exista quem viva "com pensões de 300 ou menos euros por mês", e questionou toda a plateia se "acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?"
Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse que não podia tolerar "que exista quem viva com 450 euros por mês", apontando que se sente envergonhado com "as nossas reformas".
"Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforça e outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha..." disse ainda.
"Quando oiço o patronato a dizer que o salário mínimo não pode subir.. algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão", salientou Fernando Nobre.
O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que "pensem mais do que dois minutos em tudo isto". Para Fernando Nobre "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma", criticou, garantindo que a sociedade "não vai aceitar que tudo fique na mesma".
No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner. "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado", citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: "Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais".
Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros... Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis".

Dr. Fernando Nobre
“Temos 40% de pobres"
III Congresso Nacional de Economistas

Acção anti-tourada

O MATP – Movimento Anti-Touradas de Portugal teve conhecimento de que o Ministério da Cultura pretende criar uma secção de tauromaquia no futuro Conselho Nacional de Cultura.

Este Conselho com estas secções será um orgão consultivo que se pronunciará sobre investimentos de dinheiros públicos na área da cultura, pelo que devemos recusar que o dinheiro que é de todos nós e que deva ser usado para promover a cultura portuguesa, possa ser usado para alimentar este negócio centrado na humilhação e opressão de animais.


Segundo a recente Nota de 2010-02-03 do Ministério da Cultura: “O Conselho Nacional de Cultura é um órgão colegial de natureza consultiva de apoio ao Ministério da Cultura e aos seus diversos organismos e serviços, e funcionará em plenário e em secções especializadas. A sua base legal prevê a possibilidade de criação de novas secções especializadas, prerrogativa que será utilizada para criar a secção das artes e a secção de tauromaquia.”

Estamos perante algo de muito grave que é a utilização de dinheiros públicos para o apoio de uma actividade já condenada pela grande maioria da população portuguesa e comunidade internacional.

Chegou a altura de dizer basta. Não estamos dispostos que este negócio de crueldade e maltrato animal, touradas e os restantes espectáculos tauromáquicos, sejam financiados com os nossos impostos!
Não queremos ser cumplices!

Por favor, envie a mensagem abaixo sugerida, ou se preferir, escreva a sua própria mensagem, ao Primeiro Ministro, ao Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, à Ministra da Cultura, com conhecimento aos seis líderes parlamentares na Assembleia da República, pedindo que intercedam e evitem esta situação.

Por favor, envie a sua mensagem para: pm@pm.gov.pt; gab.mp@mp.gov.pt;
gmc@mc.gov.pt

Com Conhecimento (Cc) a: gp@ps.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_pp@pp.parlamento.pt; bloco.esquerda@be.parlamento.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt; pev.correio@pev.parlamento.pt; matp@netcabo.pt

Mensagem Sugerida

Exm.º Senhor Primeiro Ministro
Exm.º Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros
Exm.ª Senhora Ministra da Cultura


Com Conhecimento a:

Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PS
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PSD
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do BE
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PCP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PEV

Excelências,


Tendo tomado conhecimento que o Ministério da Cultura pretende criar uma secção de tauromaquia no futuro Conselho Nacional de Cultura, venho por este meio apelar a que tal seja evitado.

Não considero a Tourada cultura e sendo eu, assim como a maioria dos portugueses, contra este tipo de espectáculo a todos os níveis deplorável e que em nada dignificam o nosso País não quero que os meus impostos o financiem de qualquer forma, directa ou indirectamente.

A Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ONU, reconhece a necessidade de respeitar o bem estar e natureza dos animais não humanos. Por isso vamos chamar as coisas pelos seus nomes: Negócios de crueldade que humilham e matam pela dor, nunca serão arte nem cultura.

Assim, apelo a que V/Ex.ª interceda no sentido de que não seja criada nenhuma secção de Tauromaquia no referido Conselho Nacional de Cultura, nem que esta actividade possa de alguma forma vir a ser financiada ou promovida à custa de dinheiros públicos.

Agradecendo antecipadamente a atenção que possa ser dedicada à presente mensagem, apresento a V. Ex.ª os meus melhores cumprimentos,

[Indique o SEU NOME AQUI]
[Indique a SUA CIDADE E PAÍS AQUI]
[Indique o SEU ENDEREÇO DE E-MAIL AQUI]

Vamos prticipar, ANTIFA SEMPRE!!

Manifestação fascista na Grécia foi um fracasso!

À hora que era suposto começar a manifestação fascista já haviam mais de 1000 pessoas em Prolyea para se oporem.

Os fascistas concentraram-se noutra praça e eram cerca de 50 pessoas... Havia la bastante polícia que os escoltou durante os poucos metros que durou a marcha.

Entretanto alguns fascistas passaram de carro e mota perto de Prolyea, onde eram parados e atacados pelos inúmeros antifascistas ali concentrados. Facto que levou a polícia a atacar a zona.





Fonte:www.Contraocapital.blogspot.com

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Utopia XXI - Fénix (como renascer das cinzas...) Parte I



Esta é uma tentativa precária de fazer o mundo actual renascer das cinzas.

Prazer, autonomia, vida, situações... e também: desemprego, troca e uso, desespero, crise, capital, trabalho, máquinas, dinheiro, "globalização", Estado, máfia, mercadorias, capitalismo de estado, contrabando, megafusões, sobrevivência, narcotráfico, repressão, bolsas de valores, guerras, "sociedade de consumo", petróleo, "sociedade da informação"...

Vida ou Sobrevivência!?

O mundo só existe para o animal como consumo, objecto de desgaste e destruição,a busca da repetição incessante desse mundo faz da sobrevivência o seu campo de realização.

Só o homo sapiens sabe que vai morrer. Então, para ele, não faz nenhum sentido que o mundo seja apenas a incessante repetição da busca por comer e foder. Ele não pode deixar que lhe passe com indiferença a existência que lhe resta, só quem tem consciência da proximidade crescente da morte é capaz de estabelecer a vida como sua esfera de existência.

O homem inventa o arco e a flecha para não ter que passar o resto da vida a correr sem parar atrás da comida. Ele precisa de cantar, dançar, brincar, conversar, inventar, imaginar, pensar, em suma, ele precisa transformar o mundo de maneira que deixe de meramente sobreviver e passe a viver. Ele precisa fazer do mundo um lugar bonito, musical, confortável e aconchegante onde ele não precise mais de lutar por comida, onde ele possa encontrar os seus amigos e mostrar para eles as suas invenções, danças, músicas, pensamentos, brincadeiras e conhecer o que os seus amigos têm de novo, para que, juntos, possam transformar novamente o mundo num lugar onde tudo isso possa se realizar.

Queremos descobrir porque razão o homem se esqueceu da vida, fazendo os meios de vida que inventou transformarem-se em simples meios de sobrevivência. Queremos descobrir por que os meios que ele inventou para se libertar da sobrevivência, desde o arco e flecha até aos actuais robôs, acabou perpetuando-a, aumentando o trabalho até fazer deste a finalidade que ocupa toda existência das pessoas. E por que todas aquelas coisas que não são a busca pela sobrevivência, como cantar, brincar, dançar, imaginar, criar, pensar, transformar o mundo... são consideradas estúpidas ou absurdas e substituídas pela busca sem fim do mero desgaste e destruicção dos objectos, o consumo, estando eles eternamente controlados pelo trabalho para serem eternamente destruídos, consumidos.

Enfim, queremos descobrir então, porque hoje as pessoas não podem desfrutar o mundo transformando-o e realizando-se, mas só podem trabalhá-lo para consumi-lo.

Consumo ou Troca!?

O consumo, é o resultado final daquilo que o trabalho produz, uma petrificação do mundo em contraposição à multilateral transformação do mundo que envolve todos os sentidos e desejos, que é a vida. O consumo pressupõe uma acção abstracta de cada um dos elementos do mundo de modo a isolá-los numa dimensão específica (por exemplo, a fruta é para comer, o papel higiénico, para limpar o cú, a roupa, para vestir, a rua, para chegar ao trabalho ou ao centro de consumo, a escola, para estudar, o museu, para ver obras de arte, o quarto, para dormir e foder...).

O panorama onde os elementos do mundo se encontram perde a sua força de conexão interna. Este panorama não é mais do que uma situação, um ambiente de infinitas dimensões que o homem encontra e transforma, criando novas situações, novos estados de ser e de espírito (realização da vida). O panorama do mundo desintegrou-se num conjunto de elementos banais, num conjunto de fragmentos sem nenhuma relação interna entre si.

A fragmentação dos diversos elementos do mundo em dimensões específicas em função do valor de uso, por sua vez, significa o aparecimento de uma força de conexão externa entre eles, que é o uso abstraído de qualquer dimensão específica. Essa conexão exterior dos elementos fragmentados é a redução deles a uma única dimensão radicalmente abstracta: o valor de troca. Os elementos são trocados entre si, para serem usados. O valor de troca é a abstracção de todos os usos possíveis e é representado pelo dinheiro. Quanto mais alguém tiver dinheiro, mais pode usar. Mas assim só se satisfaz em suas dimensões específicas, fragmentadas, não no seu ser total, não no seu espírito. Diante do panorama fragmentado que destrói as situações, ele não se pode reconhecer a si mesmo no mundo como uma unidade de infinitas e irreversíveis manifestações e dimensões, o que o iguala a qualquer outro animal, que só encara o tempo como consumo/destruição do objecto de necessidade e repetição desse gesto ao infinito.

O consumista, por isto, só pode reconhecer os outros seres humanos como simples meios para alcançar o consumo, como simples portadores de dinheiro, por ser o único meio de relação possível com o mundo e, assim, consigo mesmo, com sua própria sobrevivência. A individualidade é suprimida numa abstração, "o homem", com seus direitos e deveres.

O homem reduz-se ao seu dinheiro, curva-se perante ele e adora-o, e só é reconhecido assim pelos outros, caso contrário, estes matam-no, simplesmente impedindo-o de comer, ou seja, torturando-o até a morte.

Sem as situações, é me impossível encontrar e criar os estados do ser e de espírito onde eu me possa realizar, e então estes só podem aparecer para mim como fuga da realidade, como consumo de drogas, de bebidas, como uso de televisão, de video-jogos, hobbies, como religião, misticismo, em suma, como esquecimento da minha morte e, consequentemente, do tempo que me resta, que se torna um mero passatempo, mera perda de tempo cuja falta de sentido só posso suportar com essas ilusões.

Esse estado em que nos encontramos não é algo dado, não é natural. Ele é o produto concreto da sociedade, foi e só é possível através de um determinado tipo de acção sobre a natureza pelo homem, o trabalho.

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Dance Monkeys Dance

Uma análise perfeita da nossa sociedade.....




ANTIFA!
Luta para acabar com a macacada.....

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Zamba del Che - Victor Jara